domingo, 24 de agosto de 2014

A fera

Dentro nós há monstros escondidos.
Eles nos corroem na tentativa de sair,
Gritam na tentativa de serem escutados.
Querendo vir a tona e mostrar sua face.
É tudo que vive no submundo,
São os segredos que ninguém descobriu.
Os sentimento que ninguém pode saber.
Perdendo a luz, o sangue que restou por baixo das unhas.
É a prova dos crimes mais hediondos.
A prova de que nenhuma alma é pura o bastante.
Mostrando o fogo por trás da mascara de gelo.
Corroendo as paredes da prisão.
No espelho pode-se ver o verdadeiro reflexo da fera estampado no olhar.
Sobrevivendo e se alimentando de pensamentos.
É a culpa por amar, a vergonha por odiar,
É vontade de ser diferente, a prova de tudo que fez de mal.
É a coisa mais doentia na alma.
Mas quando as luzes se apagam, e não há ninguém por perto,
A prisão é aberta então a fera vem a tona,
O monstro mostra sua face.
Que desaparece no dia seguinte, com a revolta e a dor,
Para que ninguém possa notar, nenhum vestígio se quer,
Do que há dentro de cada um de nos, a verdade.

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